A acne é uma doença que precisa ser tratada independentemente da idade da pessoa. Espremer e cutucar espinhas devem ser evitados, assim como o uso de produtos caseiros ou desconhecidos. Não se deve também acreditar em soluções milagrosas, pois elas só pioram o quadro. A acne pode ser angustiante e irritantemente persistente. Suas lesões cicatrizam lentamente e, muitas vezes, quando começam a melhorar, outras parecem surgir.

Existem diferentes tipos de acne. A acne mais comum é o tipo que se desenvolve durante a adolescência. A puberdade faz com que os níveis hormonais fiquem elevados, especialmente a testosterona. Esses hormônios causam mudanças nas glândulas da pele, que começam a produzir mais óleo (sebo). Essa oleosidade acontece para proteger a pele e mantê-la úmida. A acne começa quando o óleo se mistura com células mortas da pele e obstrui os poros – bactérias podem crescer nessa mistura. Se essa mistura vaza para tecidos próximos pode provocar inchaço, vermelhidão e pus. Um nome comum para essas protuberâncias é espinhas.

Dependendo da gravidade, a acne pode causar sofrimento emocional e levar a cicatrizes da pele. A boa notícia é que existem tratamentos eficazes disponíveis – e quanto mais cedo eles forem iniciados, menor será o risco de danos à pele e à autoestima. Conforme o grau e a intensidade da acne, o tratamento se dá por via oral ou local, dependendo de uma avaliação criteriosa do dermatologista.

Os tratamentos disponíveis para a acne, portanto, incluem cremes, géis, sabonetes e antibióticos orais, além da isotretinoína. Os tratamentos complementares que podem ser recomendados pelo dermatologista são: extração de comedões, punção ou drenagem de pústulas, nódulos e pseudocistos, infiltração de medicações específicas, quando necessário, como corticoides, e o tratamento das cicatrizes associadas com peelings, laser e outros procedimentos, como a dermoabrasão, subincisão e preenchimentos cutâneos com gordura ou ácido hialurônico. As manchas associadas à acne podem ser tratadas com procedimentos em consultório e cremes em casa. Alguns métodos novos, como a fototerapia com luz azul, podem ser indicados em casos específicos.

Dra. Lorena Araújo Abreu

Graduação médica na Universidade José do Rosário Velano, MG.
Médica Dermatologista com título pela Sociedade Brasileira de Dermatologia.
Médica Anatomopatologista pela residência médica na USP-Ribeirão Preto.